12
JUN 09
0

Reciclando: risotto mineiro-italiano

E aí que ontem minha amiga Ju veio em casa para fazer uma quiche cuja receita ela tinha achado por aí. Essa amiga está numa fase light da vida, então procura por receitas que pegam leve nas calorias. Eu, que tenho lá os meus receios em relação a essa nóia por lights e diets, fiquei dando os meus pitacos durante o processo, tentando dar sustânça à parada. Coitada da Ju. Mas foi muito divertida nossa noite na cozinha, tomando vinho e botando o papo em dia. A quiche era de atum com alho poró e nenhuma foto ficou boa, então vai passar batido. Os recheios eram ótimos, mas a massa, coitada, uma farofa seca (claro, onde já se viu massa de quiche não levar manteiga?! =D).

Bem, o fato é que nessa conversa toda descobri que a Ju não sabia fazer risotto. E hoje, quando pensávamos no que fazer de almoço (porque a Ju dormiu aqui), me lembrei disso e arregacei as mangas para ensiná-la. Do que seria o dito? Abri a geladeira e vi o purê e a couve que sobraram de ontem. Na gaveta, um pedaço de gorgonzola. Não tive dúvidas: risotto mineiro com toque italiano.

Reciclando: risotto mineiro de abóbora com couve

Calmamente (mentira), fui ensinando os passos para a Ju, passando os ingredientes e deixando claro que a falta de alguns deles não deveria a fazer desistir, mas que sem dúvida fariam uma bela diferença. Por exemplo, o caldo feito em casa. Pode ser água quente? Pode, mas não vai ficar tão bom. (Pode ser caldo de cubinho artificial? NÃO, porque vai ficar ruim!!). Eu, quando não tenho caldo faço um express: levo água para ferver com o que tiver na geladeira: uma cenoura, um alho poró...se não tiver vai só alho e cebola mesmo.

Hoje foi um desses dias de caldo express, água fervendo com cenoura, cebola, alho e ervinhas mil. Refoguei alho em azeite, juntei o arroz arbóreo. Adicionei vinho branco, deixei evaporar. Juntei o purê de abóbora. Aos poucos, fui colocando o caldo. Acertei o sal, somei pimenta e ervinhas. Quando o arroz estava cozido, desliguei e adicionei o queijo gorgonzola (previamente amassado) mais uma colherada de manteiga. À parte, esquentei a couve numa panelinha. Na hora de servir, cada um colocava um punhado dela sobre o risotto.

Reciclando: risotto mineiro de abóbora com couve

O resultado? Um dos Top Five risottos que já preparei. Sério mesmo. Se eu não fosse tão indecisa, diria que é o melhor. Tudo bem, vai, disputa com o de moqueca o título de campeão.

Comentários

Deixe um comentário