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JUN 09
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Polenta contra o frio

A chuva continua, o frio continua. Minhas armas contra o frio de hoje foram: de manhã, uma xícara de café com leite quentinho. Café de coador, do jeito que eu gosto, açúcar cristal orgânico e leite integral.

Polenta cremosa espanta-frio

No almoço, polenta cremosa com molho de tomate. A melhor polenta que eu já fiz.

Polenta cremosa espanta-frio

Comecei pelo molho. Usei uma lata de tomate pelado (os tomates cortados em pedaços + o suco), que joguei numa panela onde refogava os temperos em azeite. Por temperos entenda alho e cebola. Mas eu estava preguiçosa hoje e fui de tempero pronto do Sítio Jatobá. Acrescentei manjericão e o truque: uma cenoura cortada em pedacinhos - que além de conferir "crocância", serve para diminuir a acidez do tomate, no lugar do açúcar. Deixei apurando e dei início aos trabalhos da polenta em si.

Polenta cremosa espanta-frio

Para a polenta, usei sêmola de milho pela primeira vez. A proporção que usei foi 1 xícara de sêmola para 6 de água, só que substituí parte da água por caldo de frango - feito por mim! Misturei tudo isso ainda frio (porque eu tenho medo de fazer polenta que nem gente chique, que ferve a água e acrescenta a sêmola/fubá/polentina aos poucos, eu fico tensa achando que vai empelotar tudo), salguei e botei no fogo alto. Mexe-mexe-mexe-mexe.

Quando você para de brincar de mexer/ você envelhece/ A sua barba cresce/ Quando você para de brincar de mexer/ o seu amor desaparece/ Quando você para de brincar e mexer/ Seu coração ao invés de bater padece

Começou a ferver, borbulhar. Abaixei o fogo e continuei mexendo. Olha, são uns bons minutos mexendo (não contei quantos, sorry). Eu gosto de aproveitar esse tempo para sentir meu corpo, observar se meus ombros estão muito tensos, se meus pés estão bem apoiados no chão, se não estou curvada demais...

Uma hora aquele aguaceiro todo encorpa e vira uma papa. Continuei mexendo, até sentir que estava cozido e no ponto que eu queria.

Polenta cremosa espanta-frio

Pronto. Peguei uma cumbuquinha, despejei a polenta e cobri com o molho, que a essa altura já estava bem apurado e saborosíssimo. Parmesão ralado cai muito bem, mas vou dizer que eu nem lembrei de colocar e não fez nenhuma falta. Estava tão saborosa, mas tão saborosa...aliás, a polenta não precisava nem do molho. O sabor estava incrível. Vou parar de falar que tá ficando repetitivo. Mas olha, eu comi bem uns três pratos.

Resumindo, o que fez a diferença:

  • sêmola no lugar de polentina
  • caldo de frango caseiro no lugar de parte da água
  • molho feito na hora, com cenoura
  • nada de tabletinho, sachezinho, pozinho...e nem margarina...

Comentários

Joanim Pepperoni   25/10/2009 02:33

Maria Rê,
você deseja conhecer a única Lenda da Polenta que existe no mundo? Então acesse http://aterradacocanha.blogspot.com

Un Saluto!
Joanim Pepperoni, Phd

Ana Flores   13/01/2011 15:11

Delicioso seu texto, Joanim, sobre palitos de dente, no endereço dado. Ri muito.

Maria Rê, minha mãe usava um pouco de açúcar pra tirar a acidez do tomate quando ela fazia molho. Como eu não queria usar açúcar, minha amiga italiana me ensinou o que vc também faz no seu molho, e mais uma coisinha: ou cenoura ralada ou pedacinhos de aipo.
Assim podemos juntar o útil ao agradável, right?
Beijos

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