Torta incrível de sardinha e alguns fantasmas
No almoço havia feito bife a cavalo, coisa rara por esse fogão. Para acompanhar, arroz com açafrão. Sim, o da-terra, aquele que é barato, faz muito bem e do qual se deve comer uma colherzinha por dia. Ficou uma delícia o arroz dessa vez. E o bife, feito no George Foreman, bem macio - será que finalmente estamos aprendendo a fazer carne?
A tarde seguiu tranquila, exceto por uns fantasmas do passado que resolveram ressurgir das cinzas. Fantasmas que viraram um pequeno turbilhão na minha cabeça e confundiram meus pensamentos. Relembrei situações, revivi sentimentos. À noite, queria uma comida quentinha, caseira e saborosa, mas tinha que ser rápido. Uma sopa e uma torta cairiam bem. Depois de uma pesquisada no meu Google Reader, me decidi por essa massa de torta que vi no Chucrute com Salsicha. A sopa seria de abóbora. Lavei e coloquei para cozinhar cerca de 600g de cubos de abóbora japonesa descascada junto com uma colher de sal e um fio de azeite. Como a pressa era grande, coloquei na pressão por uns 15 minutos. Depois de fria a panela, abri e amassei a abóbora com um amassador. Eu ia bater com o mixer, mas resolvi deixar assim. Servi com uma colher de creme de leite fresco (e o André ainda colocou queijo ralado por cima). Essa sopa deve ter sido mais um toque da vida me dizendo: Keep it simple! Porque ficou tão boa, mas tão boa, que até o André (nada chegado em sopa) repetiu. Ficou boa mesmo, e eu nem sei dizer o porquê.
Enquanto a abóbora cozinhava, fiz a massa da torta. Segui as orientações da Fer, com uma ou outra adaptação. Aqui você vê a dela.
Bati no liquidificador:
- 3 ovos
- 1 xícara {chá} de leite
- 1/4 xícara {chá} de azeite
- 1/4 xícara {chá} de óleo
- 1 colher de chá de tempero do do Sítio Jatobá - a indicação da autora da receita era usar caldo de cubinho. A Fer trocou por alho assado e sal; eu por esse temperinho orgânico, uma mistura de alho, cebola, salsa, manjericão e sal - sem glutamato nem coisas do tipo
- um tanto de queijo parmesão ralado na hora
Numa tigela misturei 2 xícaras {chá} de farinha de trigo com 1 colher {sopa} de fermento em pó e um pouco de orégano, manjericão e coentro - todos desidratados, era o que eu tinha (usei em substituição à salsa indicada na receita).
Adicionei a mistura do liquidificador e mexi bem. Meio que empelota um pouco, mas depois se resolve. Fica uma massa grossa, diferente da que eu estou acostuma a fazer.
Fui ao recheio: amassei uma lata de sardinhas conservadas em molho de tomate, coloquei numa panela com azeite e refoguei. Juntei molho de tomate, milho e ervilhas congelados (fui meio sem noção e joguei direto na panela - deu certo, mas não aconselho) e deixei apurar um pouco.
Untei um refratário (quadrado) com spray de azeite, despejei metade da massa, coloquei colheradas do recheio e por cima o resto da massa. Ralei mais queijo ralado por cima de tudo e coloquei no forno alto pré-aquecido por 30 minutos.
Em uma palavra: incrível. A massa tem uma textura muito boa e é muito saborosa. O recheio feito às pressas não decepcionou.



