Se você ainda não tinha se convencido
Agora talvez você se convença de que o glutamato monossódico - sim, aquele tempero que parece sal, conhecido por Ajinomoto, presente em 90% (chute) das comidas industrializadas (do cubinho de caldo de carne à lasanha congelada) - deve sair da sua mesa o mais rápido possível.
Os argumentos anteriores - eu já li que ele estava relacionado a problemas como inchaço, enxaqueca, perda do paladar e câncer - pareciam não surtir muito efeito. Quem sabe agora o medo de engordar faça o povo se mexer e começar a ler os rótulos antes de colocar no carrinho do supermercado.
A notícia não é nova, mas nunca é demais repetir um alerta tão sério. A seguir um trecho do texto que chegou hoje até mim pelo twitter - @malvados:
Cientistas encontram conexão entre obesidade e glutamato monossódico
Pessoas que utilizam o glutamato monossódico, comercialmente conhecido por várias marcas, para realçar o sabor dos seus alimentos, estão mais propensas do que pessoas que não o utilizam a ficarem acima do peso ou obesas, mesmo que tenham o mesmo nível de atividades físicas e de ingestão total de calorias, de acordo com uma pesquisa feita na Universidade de Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e publicada neste mês no jornal Obesity.
Os pesquisadores norte-americanos e seus colegas na China estudaram mais de 750 homens e mulheres chineses, com idades entre 40 e 59 anos, em três vilas rurais no norte e no sul da China. A maioria dos participantes prepara sua comida em casa sem a inclusão de alimentos processados industrialmente.
E para você entender direitinho o que é o tal glutamato, uma explicação que peguei no site da Pat Feldman, o Crianças na Cozinha. É um trecho do livro A Não Dieta dos Franceses, do Dr. Will Clower, que detalha várias substâncias presentes nos industrializados. Vale ler o post todo dela, e parece que vale também comprar o livro.
Glutamato Monossódico e seus derivados
O que é?
É o sal sódico do L-glutamato, um aminoácido.Para que serve?
O glutamato monossódico é usado para acentuar o sabor. O Center for Science in the Public Interest indica que seu uso permite que a indústria alimentícia reduza a quantidade de ingredientes verdadeiros (como o frango) que incluem em seus alimentos processados (como sopa de galinha).Qual seu efeito no organismo?
Os cientistas usam o glutamato monossódico como forma de induzir obesidade em cobaias. Associado a uma dieta rica em calorias, o glutamato monossódico também demonstrou causar estresse oxidativo no fígado. Nas pessoas, as reações físicas ao glutamato monossódico podem ser dor de cabeça, formigamento, fraqueza, dor de estômago, enxaqueca, náuseas, vômito, diarréia, sensação de aperto no peito, rash cutâneo ou sensibilidade à luz, barulho ou aromas. Apesar desses problemas, o FDA e um painel científico independente (FASEB) liberaram o glutamato monossódico para o consumo público.
No entanto, tome cuidado, pois o glutamato monossódico muitas vezes é encontrado em produtos alimentícios, mas rotulado de outras maneiras: ácido glutâmico, proteína vegetal hidrolisada, proteína hidrolisada, extrato de proteína vegetal, caseinato de sódio, caseinato de cálcio, extrato de levedura, proteína texturizada, farinha de aveia hidrolisada ou óleo de milho. Se você encontrar esses ingredientes no rótulo dos alimentos, é sinal de que o glutamato monossódico também está presente no produto.
