Revelando SP {sabores e lembranças}
Faz 9 anos que fui ao Revelando SP pela primeira vez. E foi logo de primeira que me apaixonei. Confesso que nessa época o que mais me atraía eram as danças tradicionais. Eu ia para dançar, todo o resto era complemento. Hoje eu vou pela comida. Para comer, olhar, descobrir e comprar comida. Passeio - pelos boxes de culinária, pelo galpão de artesanato, pelo Rancho do Tropeiro - com todos os poros atentos a qualquer cheiro, gosto, cor ou textura diferente que apareça pelo caminho. E ouvidos muito ligados no conversê das comadres cozinheiras, pois nunca se sabe quando vai sair uma dica preciosa ou uma receita arrasadora. Como a paixão pela dança não morreu, faço tudo isso dançarolando.
Outra diferença dos primeiros anos para agora é que naquela época eu não comia carne. Então acabava sempre caindo na dupla nhoque de mandioca e bolinho caipira de queijo. Hoje, apesar de não ser a maior carnívora do mundo, eu arrisco outros pratos. Como esse aí de baixo:
Arroz vermelho com suã, tutu, farofa de couve, torresmo e mandioca frita, de Cruzeiro
Esse pratão custou R$ 10. O arroz vermelho é realmente gostoso. A carne eu achei sem graça e dispensaria. Tutu saboroso. Mandioca OK. Torresmo ótimo. Farofa incrível. É fato, o arroz e a farofa se destacaram no prato. Vale a pena provar. Como o evento - que acontece anualmente no Parque da Água Branca - já acabou, tente reproduzir em casa as receitas que a Neide Rigo, do Come-se, pegou pra gente: do arroz com suã e da farofa de milho com couve. Aliás, se me permite uma dica, anote aí na sua agenda (de papel, eletrônica ou mental) que em setembro de 2010 tem outro, e que antes de ir você deve fuçar lá no excelente Come-se tudo o que a Neide já escreveu a respeito {são muitas e muito valiosas dicas} e também ver as fotos da amiga da Neide, a Inês Correa, no outro excelente blog, o Corpo em Imagem.
Como neste ano só pude ir uma vez, não consegui experimentar outros pratos. Mas trouxe algumas coisas pra casa:
Panelas de barro, colheres de bambu e farinha de mandioca de Jacupiranga
As panelas custaram R$ 20 e R$ 25, as colheres, R$ 2,50 cada (ainda ganhei uma de brinde!), a farinha, R$ 3 o pacote de um quilo. Também trouxe, mas não fotografei, salame e bacon de Capão Bonito, paçoca de pilão e um lindo cachecol.
Estou perdidamente apaixonada pelas panelas. Arrependi-me de não ter voltado lá para comprar mais delas. Mas estou com o contato dos produtores e pelo DDD parece que não será difícil comprar fora do Revelando. Agora, a pergunta que não quer calar é como viverei quando acabar minha farinha de mandioca de Jacupiranga... Que delícia ela é! Completamente diferente de tudo que eu já havia provado. Derrete na boca e faz uma farofa divina. Pelo menos agora tenho um motivo para torcer pra setembro de 2010 chegar logo.
