Reconhecendo amigos no Mocotó
![]() queijo coalho com melado | ![]() "carpacho" de carne de sol |
![]() comida dominando a mesa e as conversas | |
Pense num grupo de alucinados por comida (e bebida!), num lugar que serve comida (e bebida!) da melhor qualidade por um preço super honesto (e beb...ok). Pense que uma parte deles, apesar de conversar regularmente pela internet, ainda não se conhecia pessoalmente. Pense que era fim-de-semana e fazia um dia muito do agradável. Pois bem. Você acaba de visualizar o meu domingo.
Cheguei ao Mocotó por volta do meio-dia, acompanhada do André. Passei pela pequena aglomeração à porta (sim, lota, chegue cedo) porque o grupo havia feito reserva e atravessei o restaurante em direção à agradável varanda. Logo vi a mesa animada, com algumas carinhas conhecidas - por conhecidas entenda-se que aparecem diariamente na minha timeline do Twitter ou no meu Google Reader. Tchímida que sou, cumprimentei de longe e me apresentei rapidamente. "Oi pessoal, sou a Maria Rê."
Não passou muito tempo (nem muitas caipirinhas) e lá estava eu conversando animadamente com os food bloggers (esse povo que leva o notebook e a câmera pra cozinha): contando minha vida, encontrando coincidências, reclamando de uma coisinha aqui, exaltando outras acolá. O estranhamento inicial foi diminuindo, aos poucos meu cérebro parou de identificá-los como avatares animados e sim como pessoinhas bacanas de carne e osso.
Falando em carne, deixa eu dar uma passada rápida pelo que esteve sobre a nossa mesa (e dentro das nossas barrigas):
Os salgados - chips de mandioca, dadinhos de tapioca com geleia de pimenta, queijo coalho com melado de cana, "carpacho" de carne-de-sol, escondidinhos de carne-seca e de legumes, baião-de-dois, feijão-de-corda, carne-de-sol assada, purê de mandioca com requeijão-do-norte (salivei só de escrever). Diz a lenda que também havia sarapatel, joelho de porco e ovo caipira, mas não cheguei a provar.
De sobremesa, apareceram sorvete de rapadura e mousse de chocolate com cachaça.
E para beber, além dos sucos, cervejas e caipirinhas tradicionais, a estrela da (minha) festa: caipirinha de maracujá e cachaça com baunilha. Francesinha é o nome que deram a essa cachaça, da qual nunca mais me esquecerei. Arrependo-me de não ter trazido uma garrafa pra casa, mas devo reconhecer que não daria lá muito certo... ;-)
Depois de 5 horas por ali, comendo, bebendo, conversando e ouvindo as histórias do Seu Zé Almeida - o fundador de tudo aquilo, pai do atual chef Rodrigo Oliveira - fui embora feliz da vida (mentchira, a contra-gosto, queria ter ficado mais), esperando ansiosamente pelo próximo encontro.
Agradeço muito ao Leandro, do Cozinha Pequena, que agitou toda a turma e ainda finalizou com um tweet super fofo que acabou distribuindo os @s pra quem não se seguia resolver logo isso. Tenho cá pra mim que deve constar em alguma parte do mapa astral do Leandro que ele é uma pessoa extremamente agregadora (também conhecido como agitador de baladas profissional).
Agradeço também a todos os outros arrobinhas presentes. Adorei conhecê-los e confraternizar (gosto dessa palavra, apesar dela carregar todo o peso dos amigos-secretos de firrrma) com vocês. Vamos ver se não esqueço ninguém: Dani Abolin do Cine Bistrot, Alessander Guerra do Cuecas na Cozinha, Nathy do Bistrô Pregui, Véio do Mesa pra Um, Vitor Hugo do Prato Fundo, Léo e Bia do Trivial (Ou Nem Tanto), Debora Bortoleti, do Marmita da Deh, Gustavo, do Chef-à-Porter, Faby do Rainhas do Lar, Júlia Reis do Boa de Garfo, Lara Januário do Sem Medida e a Marcela Tulmann, que não tem blog, tem logo um restaurante.
![]() um brinde romântico com francesinha | |
![]() lambidinha para não desperdiçar | ![]() repare na cara de vergonha alheia da Faby |
![]() a estrela: caipirinha de maracujá e francesinha (cachaça com baunilha) | |






