Quinua vermelha com molho de espinafre e castanha-do-pará
Era pra ser um pesto. Fui pegar o processador e não achei a lâmina. Tinha pressa demais para picar na mão, restou-me o liquidificador. Mas aí já não era mais pesto. Não me incomodo muito com essas guinadas que acontecem durante o preparo dos pratos na minha cozinha. Pelo contrário, até gosto. Nessas horas de "ih, acabou o leite!" é a que a criatividade vence o comodismo e as melhores receitas aparecem.
Coloquei no copo do liquidificador um maço de folhas de espinafre orgânico bem lavadas e secas; algumas castanhas-do-pará (também orgânicas, que comprei na Bio Fair de uns produtores de Manicoré, Amazonas); azeite; sal; alho e um tanto de água para ajudar no processo. Bati até virar um molho grosso, cremoso e perfumado. Levei ao fogo só para dar uma acordada.
À parte, havia lavado e escorrido uma xícara de quinua vermelha. Cozinhei em água fervente temperada com sal de ervas, até os grãos ficarem macios. Servi com o molho de espinafre e linguiças assadas com tomates.
