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SET 10
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Mais sobre o Revelando SP 2010

Estou recebendo comentários excelentes no post sobre a mudança de local do Revelando SP 2010. É um alento saber que não sou a única indignada com a mudança. São muitos os descontentes com essa atitude da esposa do governador do Estado de São Paulo. Reproduzo aqui o comentário da Ligia Prado:

Chocante mesmo! Passei por lá e não tem mais gatos, os pintinhos desapareceram. O bosque virou uma pista de cascalho. Há alguns anos uma conhecida me informou que, no sítio dela perto de São Paulo, o IBAMA aparecia periodicamente e, se tivessem VARRIDO entre as árvores, era multa certa, porque não se pode retirar o banco de sementes, que são o futuro da mata. A desculpa de primeira dama, que retirou árvores para plantar nativas, não resiste à crítica, porque as mudas citadas demoram muitos anos para crescer – como toda árvore da mata primária. Fora a atitude despótica: o parque é cuidado pelos usuários, e ninguém foi consultado. Gostaria imensamente que alguém abrisse um processo contra o Estado por essa crime contra o ambiente, o patrimônio histórico e a vida animal.

A Tina também fez comentários excelentes. Ajudou com um "como chegar ao Parque do Trote", contou da música que Paulinho Nogueira fez para o Parque da Água Branca e mandou o link de uma matéria da Folha de SP sobre a o desgosto dos moradores em relação à reforma. Abaixo, o texto e a música. Amanhã posto sobre minha visita ao Revelando SP 2010 no último sábado.

Obras no parque da Água Branca, em SP, abrem polêmica com usuários

Leticia de Castro, da Folha de SP

Um dos últimos redutos bucólicos de São Paulo, habitado por animais como saguis, pavões, gansos e galos, o parque da Água Branca, na zona oeste, viu a sua paisagem rural ser invadida por retroescavadeiras e tapumes.

Desde abril, o parque --que é tombado pelo Condephaat (órgão estadual responsável pelo patrimônio histórico)-- passa por uma ampla reforma, que vem sendo questionada por frequentadores que, preocupados com os impactos ambientais das intervenções, se uniram para tentar barrar a obra.

Hoje, eles se reúnem com o promotor Washington Luis de Assis, da Promotoria do Meio Ambiente, para discutir a petição protocolada no último dia 3 e apresentar um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas que pede a suspensão da reforma.

"Não somos contra as obras necessárias, mas queremos discutir o que está sendo feito e a maneira", diz a advogada Claudia Lukiancuki de Lacerda.

Os pontos centrais da reforma que os usuários questionam são a abertura de uma trilha, onde antes havia uma mata fechada, a construção de uma ponte e de um deque no bosque das palmeiras, a extensão do funcionamento do parque até as 22h, a instalação de uma praça de alimentação e a cobrança de estacionamento --apenas outros três parques estaduais da cidade têm essa cobrança.

"São intervenções que podem trazer consequências para a fauna e a flora locais, mas não foi feito um estudo de impacto ambiental", diz a assistente social Cândida Meirelles, coordenadora de projetos ambientais da Assamapab (Associação de Ambientalistas e Amigos do Parque da Água Branca).

Ela afirma que o projeto de reforma não foi discutido com usuários. "Soube com a obra em andamento, quando vi a movimentação."

Na sexta-feira, o grupo teve acesso aos trechos do projeto que trazem o carimbo de autorização do Condephaat. Mas ainda esperam o detalhamento das ações, o plano de manejo e os estudos de impacto ambiental.

MUDANÇAS

Frequentador do parque, o ambientalista Ricardo Cardim, mestrando do Departamento de Botânica da USP, criticou a abertura da Trilha Pau-Brasil. "Para fazer um bosque, removeram muita vegetação. Com isso, o clima local ficou mais seco", afirma.

A urbanista Catharina Santos Lima, professora do Departamento de Paisagem e Ambiente da FAU-USP, defende que qualquer tipo de intervenção seja discutida com os usuários.


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