Revelando SP Atibaia 2011 - Entre Serras e Águas
Estive em Atibaia para o Revelando SP - Entre Serras e Águas. O evento comemorava sua 40ª edição. E eu comemorava minha primeira ida a um Revelando fora da capital.
Já contei e recontei aqui no blog minha admiração por esse evento, que frequento desde 2001. Não sei explicar muito bem porque tanto amor.
Talvez por viver lá momentos de encantamento. Eu, que já conheço quase todos os expositores, sigo me encantando com as pessoas, com as comidas, com as peças feitas por aquelas mãos cheias de histórias.
Talvez por ser uma grande reunião de tradições, que nos obriga a retornar às boas memórias de infância a todo instante. A frase mais comum de se ouvir por ali é: "Nossa, minha avó fazia isso! Nunca mais tinha visto!".
Dessa vez eu cheguei e fui correndo encontrar minhas amigas de Cruzeiro, Thais e Maria Lúcia. Esfomeada que estava, pedi um prato de comida antes de alongar a conversa. Distraí-me enquanto Thais fazia meu prato - de arroz vermelho com suã, feijão, farofa de couve, mandioca frita, torresmo - e, quando vi, ele estava enorme! Tratei de comer, mas passei o resto do dia sem conseguir comer mais nada, o que é um grande desperdício estando perto de tantas comidas incríveis.
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O Revelando em Atibaia é bem diferente do que acontece na capital. É menor, mais calmo, mais integrado, mais família. Imagino que deva ser assim nas outras cidades-sede também. A maior diferença que senti, logo ao chegar, é que nele eu era a estranha. Sim, na capital é inevitável o olhar de estranhamento do paulistano sobre os interioranos. Lá, eu era a olhada.
Outra diferença é que desta vez eu vi(vi) o Revelando do lado de dentro. Num dado momento, D. Lúcia fez um sinal pra eu segui-la. Fomos para o corredor que fica atrás das barracas de comida. Lá, nos bastidores, um grupo preparava um bolo (enorme) para comemorar as 40 edições do evento. Era segredo. Cada um contribuiu de alguma forma - um fez a massa, o outro o recheio, outro ainda preparou o arranjo de flores. E fariam, ao final, uma supresa para Toninho Macedo, o idealizador do evento.
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D. Lúcia e Thaís me receberam muito bem. Faziam questão de me apresentar para todo mundo, contar do Fogão Azul, de como nos conhecemos, de como compartilhamos o amor pelo Revelando. Aí me apresentaram para o Dionísio, o assessor de imprensa do Abaçaí, que afirmou já me conhecer. Eu era "A Blogueira". Achei divertido ser conhecida assim pelo pessoal. Acho que ando escrevendo bastante sobre o assunto... Ele me levou pra sala de imprensa e me deu uma credencial de fotógrafo, para que eu pudesse registrar o evento de ângulos ainda mais interessantes. Lá fui eu pro palco, abraçar Toninho e me emocionar mais um pouco.
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Quando digo que o Revelando consegue juntar gente de todo tipo como uma família, acredite, não é um exagero. Na foto abaixo, vocês podem ver um casal de islâmicos segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. A imagem passou pelas mãos de pastores evangélicos, babalorixás, padres... Logo atrás, representantes de uma tribo indígena entoavam cantos. Bonito de ver. Mesmo que você não presencie uma cena dessa quando resolver visitar o evento, tenho certeza que viverá algum momento especial. Talvez você esteja ali, tomando um cafezinho à beira dum fogão a lenha, relembrando a casa da sua avó, e de repente apareça um desconhecido com os mesmos olhos de encanto e vocês troquem 3 ou 4 ou 1000 palavras que ecoarão na sua cabeça pra sempre. Talvez.
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