Elas, as ostras
O dia 4 de novembro de 2010 ficará gravado na minha memória como a primeira vez em que comi uma ostra.
Não tive escolha. Caso contrário, talvez tivesse recusado. Nada contra os moluscos, mas também nada tão a favor que me fizesse ter vontade de comê-los. No entanto, sem escolha, comi. Meio desajeitadamente, me lambuzando com a água salgada e o limão, com medo de derrubar tudo. Foi tão rápido e tão no susto que não sei dizer se gostei ou não.
Fazendo aqui uma reflexão, este deveria ser mais um post da categoria "Fatos e fotos de 2010". Mas prefiro encaixá-lo no grupo dos "Fornecedores fantásticos que você deveria conhecer". Conheci a Cooperostra na Bio Fach, em novembro. Foi Fabé, namorado da minha amiga de infância Bel, que me apresentou ao Hélio - figuraça da foto lá de baixo e um dos melhores vendedores que conheci na vida. Atento a todos os que passavam, preciso nas informações e bem humorado até as tampas, não havia como passar despercebido. Ele dominou a Praça da Sociobiodiversidade.
Foi ele quem me serviu a ostra, enquanto contava educada e ansiosamente sobre o modo de trabalho da cooperativa, a espécie cultivada (nativa, diferente das que foram introduzidas em Santa Catarina), como é feito o transporte de Cananéia até SP, como deve ser a conservação dos bichinhos até o consumo e, finalmente, que a caixa com 5 dúzias custava 50 reais. Hum. Eu não tinha ideia de quanto custava um ostra, mas aquele valor parecia bem razoável.
Não comprei uma caixa no dia porque sabia que minha família não estava no clima de se empanturrar de comida. Vó Luzia estava mal (viria a ser internada logo depois) e acabaríamos por desperdiçar os bichos. Mas contei pro meu pai e aguardei até que as coisas se acalmassem e a vontade dele se manifestasse.
Isso aconteceu às vésperas do Ano Novo. Fiz o pedido num dia e na manhã seguinte um entregador simpático apareceu com as caixas - uma para minha família e uma para o amigo e sócio do meu pai, outro adorador dos molusquinhos. Segui a recomendação e coloquei-as sobre o piso frio até o dia seguinte, quando rumei para Itu acompanhada de 120 ostras vivas.
Vivas elas permanecem por cerca de 5 dias. Não devemos colocá-las na geladeira nem sobre gelo, porque a baixa temperatura pode matá-las. Também não se recomenda colocá-las na água - nem doce, nem salgada. As minhas amigas fizeram uma ótima viagem, chegaram todas vivas em Itu e assim permaneceram por 3 dias, quando a última leva foi devorada.
Cooperostra
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Telefone: (13) 3851-8339





