E então, gostou?

novo_fogao_azul

Pronto. Fogão Azul de cara nova. Demoramos mais do que o previsto, tivemos que encaixar as mudanças no meio de algumas semanas intensas de trabalho, mas pra mim valeu a pena. Se eu disser que estou emocionada você vai achar exagerado da minha parte? Pois eu vou bancar o Cazuza e admitir, exageradamente: estou emocionada. E olha, nunca pensei que fosse me emocionar com um site. A gente aqui na Locomotiva já fez tantos, parecia tão banal...

Mas é que este sitezinho aqui já fez uma bagunça danada na minha vida. Bagunça no bom sentido, sabe? É aquela mexida boa, que faz sua cabeça passar uma noite em claro fritando de ideias, que faz você ter vontade de levantar da cama de manhã, que faz você não desgrudar do notebook no fim-de-semana para espiar se as visitas estão chegando e gostando do café. Que faz você quase explodir de orgulho ao ver pessoas que admira há muito tempo passeando pelo seu cafofo - você não tem noção do que significou pra mim saber que a Sônia Hirsch passou por aqui (e até elogiou meu trabalho!). Ou então que a Fer reproduziu uma das minhas receitas. Sem contar os elogios deliciosos de um povo muito, muito bom no que faz. Maria Frô sugerindo que eu escreva um livro é de apertar o coração. É alegria demais pra uma blogueira há tão pouco tempo na estrada.

É por tudo isso que eu tenho a maior felicidade de anunciar essa mudança no Fogão Azul. Mudança de casa (viemos pro Wordpress) e mudança de layout (adeus, amarelão querido!). Só tenho que agradecer muito ao André, que além de meu amor, companheiro e sócio, é o programador mais f... que eu conheço. Ele já manjava muito de muita coisa, e agora virou o rei do Wordpress. Sério mesmo. Se eu contar os detalhes dessa empreitada, o cuidado que ele teve na construção de cada parte do código, o preciosismo para reduzir em alguns segundos o tempo de carregamento da página e melhorar sua vida usando o site...nossa, você só vai ter duas opções: se apaixonar por ele (eita, sai pra lá que já é meu!) ou contratá-lo no mesmo minuto pra cuidar do seu site ;-). E isso sem falar que, segundo ele, esta é vesão beta do site. Logo logo vão aparecer muitas novidades e melhorias.

Seja bem-vindo ao meu novo fogãozinho. Se eu tiver direito a um pedido, eu peço a sua opinião. Estou muito curiosa pra saber o que você achou. Pode ser aqui nos comentários, pode ser por email, pode ser no twitter. E pode criticar à vontade, que é pra nova versão sair ainda melhor.

Atualizando

Para quem tem vindo aqui à procura de novidades, peço desculpas. Estou ainda envolvida no processo de mudança de plataforma e layout, por isso decidi não publicar novos posts. Não gosto de ler (e menos ainda de escrever) desculpas de blogueiro-sem-tempo, mas acho que vale a explicação. O atraso se deve basicamente a dois motivos:

1 - Tamanho das mudanças. Vai parecer bobagem aos olhos de quem nunca programou, mas estamos (André, meu personal nerd está) construindo um tema do zero. Isso é diferente de pegar um tema pronto e mudar o cabeçalho ou cores. Tudo está sendo construído pensando no uso que faço do blog e do WordPress. Que diferença isso faz pra você? Um pequeno e útil exemplo: a página carrega mais rápido. Maria Rê pensando no conforto dos seus leitores. =)

2 - Tempo da equipe. Vale dizer que a equipe aqui é responsável por uma agência de produtos de comunicação, a Locomotiva Digital. Por isso, durante a semana nosso tempo dedicado ao blog é bastante reduzido. E coincidentemente no último final de semana tivemos duas reuniões de trabalho. Mas olha só que coisa boa: o Fogão Azul furou a fila e está sendo atualizado antes do site da Locomotiva. De novo, Maria Rê pensando nos seus leitores. ;-)

Para finalizar, uma previsão: nos próximos dias estreia o novo Fogão Azul!

Fogão Azul vai mudar de cara

(O blog e não o fogão.)

Estamos aqui, eu e meu personal nerd, trabalhando no novo layout. Estou tendo que tomar decisões e só Deus sabe o quanto sofro com isso. Credo. Duas já foram tomadas: o nome (sai o Maria Rê, fica só Fogão Azul), e a casa (continuo no Squarespace). Agora faltam só umas 497. Vamos lá.

E você, tem sugestões?

Update: Sábado, 31.10.2009

Opa, mudei de ideia: vou pro Wordpress. ;-)

Update: Domingo, 1.11.2009

Continuamos aqui trabalhando no novo layout. Vai ficar tão bonito!

Explicando porque eu vou mudar de plataforma:

Eu adoro o Squarespace. Adoro mesmo. É pago, mas vale cada centavo. Três pontos me comoviam: segurança, estabilidade e facilidade para alterar o layout. Apesar de ter um personal nerd (e ser sócia de uma agência de comunicação) eu queria ser independente na criação e manutenção do blog. Não tenho paciência para código, exceto um HTML básico para postar. O Squarespace me permitia fazer mudanças no layout sem mexer no CSS e eu adorava isso. Só que tinha um problema: várias funcionalidades que eu queria implementar não eram possíveis. André incentivou uma reconstrução total do blog e se propôs a me ajudar. Afinal de contas, como eu disse nos comentários, não dava para continuar no esquema "casa de ferreiro, espeto de pau". Resolvi encarar. Perdemos o fim-de-semana de sol, mas está ficando do jeito que eu queria!

Gratinado de batatas

Gratinado de batata, risotto de cenoura, milho cozido

Surgiu assim de repente. A ideia veio daqui. Eu tinha batatas orgânicas muito saborosas, tinha leite, tinha natas. Resolvi fazer as minhas variações e, num segundo, apareceu um prato que me surpreendeu muito. Ficou realmente gostoso. E, por ser tão fácil, certamente vai pintar mais vezes por aqui. Dessa vez comemos com um risotto de cenoura e espigas de milho cozidas.

Ingredientes

  • batatas - as minhas eram pequenas, usei 5
  • leite suficiente para cobrir as batatas - uso sempre integral
  • natas, 3 colheres de sopa - tenho encontrado da marca Balkis, na falta troque por creme de leite fresco e use menos leite
  • manteiga para untar
  • sal, pimenta-do-reino moída na hora

Modo de fazer

Descasque as batatas (se forem orgânicas, escove bem e use com casca) e corte em fatias bem finas (um mandoline é o ideal para fazer isso). Unte um refratário com manteiga, disponha as fatias de batata, polvilhe sal e pimenta, cubra com leite e por cima coloque as colheres de natas. Forno até as batatas estarem cozidas e a superfície douradinha.

Gratinado de batata, risotto de cenoura, milho cozido

De grão em grão

A cada dia que passa me parece mais non sense comprar milho enlatado. Espero que você, colega fã das latinhas, não se sinta ofendido, mas eu realmente acho que se eu não for capaz nem de cozinhar meus próprios grãos, não deveria estar apta a sobreviver nesse mundo. Seleção natural. Simples assim.

Em algum momento da nossa história, começamos a achar que comprar espigas, retirar da palha, lavá-las e colocá-las na panela para cozinhar é algo de outro mundo. E que tudo bem consumir diariamente aquele milho plastificado, de procedência ignorada e conservado em muito sal - e possivelmente outras substâncias não identificadas. Não gosto de fazer pregação, e nem aqui na minha cozinha eu sou muito radical. De repente um dia eu até volto a comprar uma latinha e deixo guardada para uma emergência. Só que no dia-a-dia eu prefiro comer comida de verdade. Não me custa nada tirar meia hora por semana, cozinhar minhas espigas de milho orgânicas - tão macias e tão saborosas -, separar os grãos e congelar em pequenas porções.

Se eu não tiver meia hora pra fazer isso, preciso repensar minha vida. Claro que já passei por fases assim (de almoçar pão de queijo do posto de gasolina) e talvez volte a passar, mas não quero isso pra sempre. Nunca vale a pena no final. Se você, caro colega, está numa dessas fases, sugiro que pare pra pensar a respeito. Ou pelo menos troque a latinha por milho congelado. ;-)

Orgânicos 29/09

Chá da tarde

Chá da tarde

Chá da tarde

Chá da tarde

Chá da tarde

Um dia de estreias {carne de panela, arroz e salada de almeirão}

Carne de panela, arroz e salada de almeirão

Eu já comentei aqui sobre a minha primeira vez com o almeirão. Pois esse mesmo almoço também foi palco de outra estreia: minha primeira carne de panela. De novo, um prato que figurou por toda minha infância, do qual gosto muito e que é muito fácil de fazer. Mas, sabe-se lá porque, nunca fiz.

OK, eu sei sim. Eu sou um zero à esquerda no quesito carnes. Aprendi a cozinhar quando era vegetariana (fui por 5 anos) e ainda tenho lá as minhas dificuldades em lidar com pedacinhos sangrentos. Não sei que tipo comprar, não sei como lidar, não sei os macetes pra deixar macia... Mas aos poucos estou aprendendo. Já não passo mais tanta vergonha. Essa carne de panela, por exemplo, ficou divina.

Carne de panela, arroz e salada de almeirão

Ingredientes

  • 1 peça de lagarto
  • batatas, cenouras e inhames - o que tiver na sua despensa, não tem muita regra
  • 3 colheres de molho de tomate - caseiro é melhor, né? pode ser polpa ou passata, só não se esqueça de reforçar o tempero
  • cebola, alho a gosto
  • sal, pimenta-do-reino moída na hora
  • folhas de louro, orégano, alecrim e outras ervinhas que você tiver aí
  • manteiga para refogar

Modo de fazer

Na panela de pressão, refogue as cebolas e o alho em manteiga. Coloque a peça de carne e deixe selar de todos os lados. Tempere com sal e pimenta a gosto. Depois de selada, cubra com água, junte as folhas de louro e feche a panela. Depois de 30 minutos desligue o fogo e esfrie para abrir - o tempo pode variar dependendo da carne e da panela, mas depois você ajusta cozinhando mais (ou menos) com a panela aberta.

Acrescente as batatas, cenouras e inhames - lavados, descascados e cortados. Feche a panela de novo e cozinhe por mais 15 minutos. Agora abra (depois de esfriar!), acerte o sal, junte o molho de tomate e as outras ervinhas. A carne e os legumes já devem estar macios. Esse último cozimento serve para apurar o molho, então você calcula o tempo olhando mesmo. Só não se esqueça que ele continua engrossando depois de desligar (eu desliguei o meu com o molho ainda um pouco ralo - a fome era grande - e na mesa ele virou um purezinho cremoso).

*** A receita veio de anos de observação ao pé do fogão - e as dúvidas devidamente esclarecidas numa ligação pra mamãe. =)

Carne de panela, arroz e salada de almeirão

Pão de queijo de Itu {bolo de pão de queijo}

Chá da tarde

Eu e André gostamos muito de pão de queijo - pra ele é sabor de infância, minha sogra é mineira e faz com muita freqüência a sua receita tradicional - mas eu confesso que não tenho muita paciência de ficar enrolando bolinhas, nem untando forminhas. Por isso, adorei essa receita de pão de queijo gigante em forma de bolo. É prática, saborosa e perfeita pra quando você recebe visitinhas. Tenho feito sempre por aqui.

  • 3 ovos
  • 1 xícara de leite
  • 1/2 xícara de óleo
  • 1 colher {chá} de sal
  • 1 colher {chá} de fermento em pó químico
  • 3 xícaras de polvilho - já fiz só com o doce, só com o azedo, meio-a-meio, e sempre ficou bom
  • queijo ralado a gosto - uso o que tem na geladeira, normalmente parmesão ou meia-cura

Bata tudo no liquificador, despeje numa forma de buraco no meio (de pudim) untada e polvilhada com farinha de rosca. Coloque no forno médio por cerca de 20 minutos e pronto.

Eu tenho feito uma variação, que é despejar metade da massa, cobrir com pedaços de queijo (mussarela, meia-cura) e depois colocar o resto da massa. Na foto abaixo dá pra ver o resultado.

Notas:

  1. O nome (Pão de queijo de Itu) é só uma brincadeira minha. Não há nenhum registro deste ser um prato típico da cidade. =)
  2. Como sempre, o que faz a diferença nessa receita é o uso de bons ingredientes. Eu uso ovos caipiras orgânicos, leite integral, queijo de verdade (e não "queijo tipo ...")
  3. Eu vi essa receita, com algumas variações, em diversos blogs antes de fazer. Você pode ver: aqui, aqui, aqui e aqui.

Chá da tarde

Chá da tarde

Pão integral com sementes de linhaça e girassol

Pão integral com sementes de linhaça e girassol

Um pãozinho rápido - aliás, ultrarrápido - que saiu ontem. É uma versão da receita que tenho usado regularmente, que por sua vez é baseada nesta aqui.

  • 240 ml de leite
  • 100 ml de água
  • 1 tablete {15 gramas} de fermento biológico fresco - pode-se usar 1 saquinho do seco
  • 2 colheres {sopa} de azeite ou manteiga
  • 1 colher {sopa} de natas - pode-se trocar por mais uma de azeite ou manteiga
  • 1 colher {sopa} de açúcar - uso cristal orgânico
  • 2 colheres {chá} de sal
  • 400 gr de farinha de trigo branca - uso orgânica
  • 200 gr de farinha de trigo integral - uso orgânica

Coloquei na máquina de fazer pão no ciclo Ultrarrápido II. O ciclo inteiro leva 58 minutos. Aos 51 acrescentei:

  • 2 colheres {sopa} de sementes de linhaça
  • 2 colheres {sopa} de sementes de girassol

Pão integral com sementes de linhaça e girassol

Torta de almeirão com queijo meia-cura

Torta de almeirão com queijo meia-cura

Então eu comprei almeirão pela primeira vez. Não que eu não conhecesse a verdura. Pelo contrário, ela esteve presente durante toda minha infância, crua e cozida, mas eu não chegava perto. Acho que fiquei com a ideia de que era comida de passarinho, porque minha avó dava almeirão para os passarinhos que criava. Ou foi só preguiça de experimentar coisas novas, mesmo. E aí me acostumei a não comer. Inércia. Na semana passada, quando vi almeirão na lista dos orgânicos, lembrei-me da infância, das mesas do almoço, dos passarinhos da minha avó e fiquei animada com a possibilidade de abrir minha cabeça. Não tive dúvidas e pedi.

Só que chegaram 4 maços de almeirão. Sim, quatro. De apavorar quem já é amigo antigo, imagine uma novata. Tomei coragem, lavei todas as folhas, sequei bem e guardei na geladeira. A primeira leva foi comida crua, como salada, acompanhando a carne assada que logo vou postar. Olha, dava pra comer, mas Jesus, que negócio amargo! Só indico para os fortes, coisa assim de Neide Rigo, sabe?

Passado o primeiro teste, resolvi fazer algo mais elaborado com ele. Uma torta cairia bem. Tinha batido o olho numa receita das Rainhas do Lar uns dias antes, era uma torta de escarola bem fácil e aparentemente saborosa. Foi a minha decisão. Gostei bastante do resultado. André, que não é lá muito chegado em verduras, muito menos as amargas, disse que foi a melhor torta que eu já fiz. OK, então. Segue a receita do Rainhas com as minhas modificações:

Massa

Bater no liquidificador:

  • 3 ovos - uso caipiras, bem vermelhinhos
  • ½ xícara de óleo
  • 2 xícaras de leite
  • 12 colheres {sopa} de farinha de trigo - usei orgânica, branca
  • 1 colher {sopa} de amido de milho
  • 1 colher {chá} de fermento químico
  • 1 pacote pequeno de queijo ralado - troquei por queijo meia-cura
  • Sal a gosto

Recheio

  • 1 maço de escarola - troquei por 2 pés de almeirão
  • 1 cebola grande picada - usei 1 pequena ralada
  • 1 tomate picado - usei tomates-cereja
  • 1 lata de milho - omiti
  • 4 colheres sopa cheiro verde - omiti
  • acrescentei pedaços de queijo meia-cura e recomendo

Fazer um refogadinho e misturar com a massa. Colocar numa forma, com buraco no meio, bem untada com manteiga e farinha (usei uma forma retagular bem grande). Forno médio durante uns quarenta minutos, ou até o famoso palitinho sair seco e ficar coradinha.

Um almoço

Almoço de terça

Arroz com cúrcuma, ovo estalado, couve à mineira, tomatinhos frescos e uma bela fatia de queijo meia-cura. Foi isso que almoçamos na última terça - que tinha cara de segunda pois sucedeu um feriado. Não levei mais que meia-hora para deixar tudo pronto. Não dá pra dizer que é um super-mega-blaster-espetáculo, mas não troco esse prato colorido por nenhum fast food.