Hoje assei cenouras e beterrabas

Continuo na vibe "tudo pro forno".

Cenouras e beterrabas assadas

Cenouras e beterrabas assadas

Cenouras e beterrabas assadas

Cenouras e beterrabas assadas

Cenouras e beterrabas assadas

Filés de tilápia com crocante de azeitonas e castanha-do-pará

Filés de tilápia com crocante de azeitonas e castanhas-do-pará

Uma receita bem parecida com essa aqui. Dei um toque a mais, picando as azeitonas e misturando com castanhas-do-pará também picadas. Cobri com essa mistura os filés de tilápia (ou St Peter, como preferirem) que já havia temperado com suco de limão, sal, azeite, e misturinha de alho, cebola e ervinhas batidas. Por cima, azeite, pimenta-do-reino moída na hora, orégano e um fio de azeite. Forno médio até ficar douradinho.

Comemos com arroz e purê de batatas e inhames - cozinhei na pressão, amassei na panela, juntei leite, sal e óleo de coco.

Ficou bem saboroso, mas achei que a tilápia hoje estava com um gosto forte demais de terra. Pelo menos deve ser um sinal de que essas não foram criadas em cativeiro com ração.

Filés de tilápia com crocante de azeitonas e castanhas-do-pará

Salada de batatas

Para mim é sabor de infância. Prato que não demorava muito a reaparecer na mesa do almoço, especialmente quando minha avó paterna estava em casa. Mas - veja só como são as coisas - não foi a ela que recorri quando acordei com vontade de salada de batatas. Ignorando totalmente minhas lembranças, corri pro Chucrute com Salsicha pois sabia que lá encontraria boas ideias. Todo inverno - verão na California, onde a Fer mora - ela posta uma receita (ou pelo menos faz uma referência) dessa salada. Eu fico na vontade esperando o verão chegar trazendo batatinhas orgânicas. As receitas da Fer são em sua maioria muito simples (e eu considero isso uma qualidade e tanto), elaboradas com excelentes produtos orgânicos e locais - e portanto, extremamente apetitosas.

Alimentada por todas as ideias da Fer, especialmente por esta receita aqui, fui pra cozinha matar a minha vontade. Lavei e escovei cerca de 600 gramas de batatas orgânicas e coloquei para cozinhar em água. Na panela ao lado, 4 ovos caipiras de gemas cor de laranja também cozinharam em água com um tico de vinagre. Deixei dar uma esfriada, descasquei e cortei em pedaços médios. Para o tempero, bati com um fouet: vinagre de vinho branco, azeite, sal, pimenta, orégano. Misturei nas batatas e servi com folhas de alface roxa. Almoço divino, vai se repetir muito por aqui durante o verão.

Salada de batatas

Já comeu escarola assada?

Assim assado: escarola, frango, batata

Pois eu já. Inventei ontem. Não me pergunte de onde tirei. Talvez da tal Escarola Defumada de que a Roberta Sudbrack tanto fala. Talvez de algum blog que li mas já me esqueci (memória ruim é isso aí - em todo caso, fiz uma busca no meu google reader e não achei uma referência sequer). Talvez de algum sonho. Só sei que quando ia colocar o que restava da escarola da semana passada - as folhas lavadas e bem secas, foram guardadas num saquinho ziploc - na panela, mudei de ideia e mandei pra assadeira. Por baixo, papel manteiga. Por cima, uma mistura de vinho branco, bastante azeite, sal (exagerei), pimenta e ervinhas. Azeitonas pretas carnudas e farinha de rosca polvilhada completaram a festa. Forno por alguns minutos e lá estava uma grande surpresa: um prato extremamente delicioso, divino mesmo, feito em muito pouco tempo com pouquíssimos ingredientes.

Assim assado: escarola, frango, batata

Serviu de acompanhamento para sobrecoxas de frango - temperadas em muito limão, azeite, sal, pimenta e cúrcuma - assadas com batatinhas orgânicas em forno médio: metade do tempo cobertas com papel alumínio, o resto liberadas para corar.

Devoramos tudo muito rapidamente. Jantar de primeira feito com poucos ingredientes. Vale repeteco.

Assim assado: escarola, frango, batata

Quando você precisa fazer uma moqueca

Moqueca rapidex na panela de barro

Porque eu sabia que as minhas novas panelas de barro eram perfeitas para se fazer moqueca. Porque eu tinha peixe fresco na geladeira. Porque eu adoro moqueca. Porque eu tinha uma deliciosa farinha de mandioca de...bem, eu simplesmente precisava fazer uma moqueca.

Só que era sábado, e sábado é dia de sobrinhar. E naquele sábado, especificamente, aconteceria a festinha de aniversário do meu sobrinho mais velho. Eu tinha, portanto, pouco tempo para dar conta dessa necessidade.

Na minha linda panela de barro, aqueci uma colher generosa de óleo de coco e juntei cebola ralada e alho amassado. Quando douraram, adicionei uma batata cortada em lâminas bem finas, feitas no ralador (mandoline). Deixei fritar/cozinhar bem. Juntei então uma lata de tomates pelados cortados grosseiramente, uma bela dose de azeite de dendê e um vidro de leite de coco. Temperei com sal, pimenta, cúrcuma e ervinhas. Arrumei na panela os filés de peixe, previamente temperados com sal, pimenta e muito suco de limão. Fechei a panela e deixei cozinhar. Enquanto isso fiz um arroz branco na outra panela de barro.

Comemos, com pressa mas muito gosto, acompanhada da deliciosa farinha de mandioca de Jacupiranga e salpicada de coentro (este só pra mim, André não suporta). Eu sei que faço alterações bruscas na receita "original" e talvez nem possa chamar a minha de moqueca. Mas digo sem medo de errar que independente do nome, é um excelente prato para se fazer com peixe: rápido, fácil e muito saboroso. Para vocês que gostam, sugiro acrescentar bastante cebola, pimentão e cheiro verde. Eu passo.

Moqueca rapidex na panela de barro

Moqueca rapidex na panela de barro

Brownie II - o verdadeiro?

Brownie com castanha-do-pará

Queria fazer um brownie diferente desse aqui (chamado de "falso" brownie - mas muito bom!). Não sei se este aqui é verdadeiro, mas é bem diferente - e igualmente saboroso. Peguei a receita daqui, mas não cortei em pedacinhos nem rolei no açúcar.

Ingredientes

  • 1 xícara de manteiga - usei um tablete de 200 gramas (e segundo a Nina Moori são medidas equivalentes)
  • 2 e 1/4 xícaras de açúcar - usei cristal orgânico
  • 1 e 1/4 xícaras de cacau em pó - usei Garoto, meu Callebaut orgânico não tinha chegado ainda
  • 1 colher {chá} de sal
  • 1 colher {chá} de fermento em pó
  • 1 colher {sopa} de extrato de baunilha - omiti porque ainda não fiz o meu (a partir das favas) e não suporto o gosto/cheiro dos vidrinhos artificiais
  • 4 ovos - eu uso esses
  • 1 e 1/2 xícara de farinha - usei branca orgânica
  • 1 xícara de nozes ou chips de chocolate - usei castanhas-do-pará orgânicas picadas grosseiramente (a propósito, foram as melhores castanhas que já comi, comprei no Korin)

Modo de fazer

Acendi o forno e untei uma assadeira grande com manteiga (a receita original recomenda a forma de 9" x 13"). Levei ao fogo uma panela grande com água e dentro dela coloquei uma panelinha onde derreti a manteiga. A seguir juntei o açúcar e misturei por algum tempo, na tentativa de derretê-lo também, mas a mistura não ficou muito lisa, continuou granulosa, porque usei açúcar cristal. Adicionei o cacau em pó e mexi mais um pouco, já fora do fogo. Passei essa mistura para uma tigela (apenas porque a panela era muito pequena) e juntei o sal, o fermento e os ovos. Mexi bem e acrescentei a farinha e as castanhas-do-pará. Despejei a massa na assadeira untada e enfarinhada e assei por cerca de 25 minutos.

Enquanto assava, raspei a tigela com gosto, de me lambuzar igual criança. Tanto que nem consegui comer muito do brownie pronto. Mas no dia seguinte ele estava ainda mais saboroso. Minhas impressões: fica um brownie bem amanteigado, chocolatoso, úmido, não muito doce - e o meu, granuladinho ;-).

Brownie com castanha-do-pará

Update 14/11: Reli o post agora e achei essa história de falso e verdadeiro a maior milonga. Os dois são deliciosos, cada um do seu jeito. ;-)

Arroz, feijão e alguns cuidados

Meu almoço de ontem foi extremamente simples. Um prato de arroz e feijão com mandioca cozida e farofa. Básico, absolutamente comum nas mesas brasileiras e nos balcões dos botecos do nosso país. Mas eu e André comemos com um sorriso no canto da boca e um olhar de cumplicidade, sabendo que se tratava de iguaria especial. O que fez a diferença? Ingredientes de qualidade.

Arroz, feijão, farofa, mandioca copy

Arroz e feijão na panela de barro

Sim, as panelas de barro alteram o sabor. Pra melhor. Gosto das possibilidades que o cozimento mais lento oferece. Consigo, por exemplo, refogar de verdade. Sim, porque em panela comum, mesmo nas de inox com fundo triplo, você mal começa a refogar e tudo já fica meio queimadinho. Eu adoro coisas queimadinhas, mas sinto que não dá tempo dos ingredientes tomarem gosto um do outro, e dos sabores ficarem mais acentuados. Nas de barro, você tem todo o tempo do mundo. O bacon derrete, a cebola murcha, o alho libera seus aromas... (O Fogão Azul não muda o sabor da comida, mas faz a sua parte mui dignamente. São quase 40 anos acumulando experiência e carinho das cozinheiras que passaram por ele.)

Revelando SP {sabores e lembranças}

Revelando SP 2009

Faz 9 anos que fui ao Revelando SP pela primeira vez. E foi logo de primeira que me apaixonei. Confesso que nessa época o que mais me atraía eram as danças tradicionais. Eu ia para dançar, todo o resto era complemento. Hoje eu vou pela comida. Para comer, olhar, descobrir e comprar comida. Passeio - pelos boxes de culinária, pelo galpão de artesanato, pelo Rancho do Tropeiro - com todos os poros atentos a qualquer cheiro, gosto, cor ou textura diferente que apareça pelo caminho. E ouvidos muito ligados no conversê das comadres cozinheiras, pois nunca se sabe quando vai sair uma dica preciosa ou uma receita arrasadora. Como a paixão pela dança não morreu, faço tudo isso dançarolando.

Outra diferença dos primeiros anos para agora é que naquela época eu não comia carne. Então acabava sempre caindo na dupla nhoque de mandioca e bolinho caipira de queijo. Hoje, apesar de não ser a maior carnívora do mundo, eu arrisco outros pratos. Como esse aí de baixo:

Revelando SP 2009 Arroz vermelho com suã, tutu, farofa de couve, torresmo e mandioca frita, de Cruzeiro

Esse pratão custou R$ 10. O arroz vermelho é realmente gostoso. A carne eu achei sem graça e dispensaria. Tutu saboroso. Mandioca OK. Torresmo ótimo. Farofa incrível. É fato, o arroz e a farofa se destacaram no prato. Vale a pena provar. Como o evento - que acontece anualmente no Parque da Água Branca - já acabou, tente reproduzir em casa as receitas que a Neide Rigo, do Come-se, pegou pra gente: do arroz com suã e da farofa de milho com couve. Aliás, se me permite uma dica, anote aí na sua agenda (de papel, eletrônica ou mental) que em setembro de 2010 tem outro, e que antes de ir você deve fuçar lá no excelente Come-se tudo o que a Neide já escreveu a respeito {são muitas e muito valiosas dicas} e também ver as fotos da amiga da Neide, a Inês Correa, no outro excelente blog, o Corpo em Imagem.

Como neste ano só pude ir uma vez, não consegui experimentar outros pratos. Mas trouxe algumas coisas pra casa:

Revelando SP 2009 Panelas de barro, colheres de bambu e farinha de mandioca de Jacupiranga

As panelas custaram R$ 20 e R$ 25, as colheres, R$ 2,50 cada (ainda ganhei uma de brinde!), a farinha, R$ 3 o pacote de um quilo. Também trouxe, mas não fotografei, salame e bacon de Capão Bonito, paçoca de pilão e um lindo cachecol.

Estou perdidamente apaixonada pelas panelas. Arrependi-me de não ter voltado lá para comprar mais delas. Mas estou com o contato dos produtores e pelo DDD parece que não será difícil comprar fora do Revelando. Agora, a pergunta que não quer calar é como viverei quando acabar minha farinha de mandioca de Jacupiranga... Que delícia ela é! Completamente diferente de tudo que eu já havia provado. Derrete na boca e faz uma farofa divina. Pelo menos agora tenho um motivo para torcer pra setembro de 2010 chegar logo - porque o fato de ser quando completo 30 anos não é lá uma boa razão...

A fantástica torta de escarola {da Maria Teresa}

A fantástica torta de escarola {da Teresa, claro}

Maria Teresa é minha mãe. E esta é umas das minhas comidas preferidas.

[Já escrevi e deletei milhares de frases aqui, tentando fazer com que você aí de longe entenda quem é Maria Teresa e quão deliciosa é esta torta. Não deu. Aos poucos, talvez eu consiga ir explicando como essa italiana doce e tranquila é importante para mim. Já para você entender a torta, basta seguir a receita abaixo e fazer na sua casa. Garanto que vale a pena.]

Recheio

Obs: fazer o recheio antes para que esfrie

  • 2 dentes de alho - M. Teresa troca por cebola, porque meu pai não pode comer alho
  • 5 colheres {sopa} de azeite
  • 2 pés de escarola, limpos e picados
  • 2 xícaras de leite
  • 2 colheres {sopa} de amido de milho

Fritar o alho no azeite, juntar a escarola e mexer até murchar. À parte, misturar o leite e o amido de milho e levar ao fogo mexendo sempre até engrossar. Juntar as duas preparações e deixar esfriar.

Massa

  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de amido de milho
  • 1 colher {chá} de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 4 colheres {sopa} de manteiga
  • 2 ovos
  • 1 gema para pincelar

Misturar os ingredientes pela ordem e amassar sem sovar - caso seja preciso, acrescentar 1 ou 2 colheres {sopa} de água fria. Deixar descansar na geladeira por 30 minutos.

Montagem

Abrir ⅔ da massa e forrar o fundo e os lados de uma forma desmontável (média). Colocar o recheio dentro. Cobrir com o restante da massa. Pincelar com a gema e levar ao forno quente por 25 minutos. Desenformar enquanto quente.

Peixe na manteiga com limão e azeitonas pretas

St Peter na manteiga, limão e azeitonas

Sexta-feira é dia de comer peixe. Ao menos aqui em São Paulo, onde todo restaurante de PF que se preze serve peixe no último dia útil da semana. Nem pensei nisso quando, passando pela peixaria do sacolão que frequento, escolhi 4 filés frescos de tilápia (ou St. Peter, seu nome chique - leia mais sobre isso e sobre como escolher seu peixe aqui). Mas realmente esse peixinho veio a calhar.

Temperei os filés com o suco de um limão grande. Juntei sal e pimenta-do-reino moída na hora e deixei marinando num refratário coberto, na geladeira, por cerca de 1 hora. Numa assadeira forrada com papel-manteiga, arrumei os filés, cobri com uma pastinha de cebola, alho, sal, salsa e manjericão - bem pilados ou processados. Por cima, quadradinhos de manteiga e lascas de azeitonas pretas azapas. Me arrependi de não ter processado as azeitonas para fazer um tipo de Tapenade. Mas mesmo desse jeito preguiçoso, ficou uma delícia. Comemos com arroz amarelo, feito com cúrcuma / açafrão-da-terra (nunca é demais falar: aquele que é bom, barato, saudável e necessário!).

St Peter na manteiga, limão e azeitonas