Mini penne ao limão siciliano

Mini penne ao limão

Muita fome, muita pressa. Uma massa. Claro, uma massa seria ideal. Mini penne da linha Piccolini da Barilla. Hum, muito bom. Molho de tomate de novo? Não, não. Alho e óleo? Também não. Deixa eu ver o que tem na geladeira...

- Olha aqui os limões sicilianos que eu comprei na semana passada!

Moradores do Brasil devem saber que não estamos na época do limão. Estão feios e caros. Chegando ao ponto de os sicilianos estarem mais baratos que os tahiti. Definitivamente não é hora de se entupir de limonada. Eu tenho comprado limão cravo sempre que encontro. Parece que este sim está na época. Mas não resisti a comprar dois dos amarelinhos. Um deles virou molho de macarrão:

Enquanto a massa cozinhava em bastante água fervente e salgada, peguei outra panela, derreti uma colher - generosa, muito generosa - de manteiga. Juntei o suco e as raspas de um limão siciliano. Uma colherzinha de tempero do sítio Jatobá (aquele meu amigo das horas de pressa, que já resolve o sal e ainda adiciona o gostinho de alho e cebola - mas que, apesar de ser pronto, é coisa boa, com produtos de verdade e orgânicos, sem aditivos nem glutamato, certo? Não confundir com cubinho ou pacotinho. Hum.). Juntei o macarrão - a essa altura já cozido e escorrido - e mais uma colherada generosíssima de manteiga. Um tantinho mais de raspinhas do limão finalizaram o prato escandalosamente perfumado e saboroso.

Pão integral com provolone {ultrarrápido}

Pão integral com provolone

Sabe aquele pão ultrarrápido, que só deveria ser feito em momentos de muita pressa e pouca inspiração? Pois é, virou arroz de festa na minha cozinha. Vira-e-mexe sai um quentinho.

Enquanto não tomo vergonha na cara e começo a amassar meu pãozinho com minhas próprias mãos - ou pelo menos no ciclo normal da MFP - sigo incrementando e variando a receita rapidex. Dessa vez troquei metade da farinha por integral (e orgânica, que achei por um preço ótimo, coisa boa). E juntei também cubos de queijo provolone. Ah, pra não dizer que não coloquei a mão na massa, foi com ela que juntei o queijo. Havíamos decidido, eu e André, que o queijo só deveria ser colocado no fim do processo de amassar, para que não desmanchasse. Na última vez em que fizemos esse pão, André observou o minuto em que isso acontece. Só que bobeei e perdi a hora, então tive que fazer na mão. Tirei da máquina e incorporei amassando. Foi fácil, mas achei bem arriscado perder minutos de crescimento - porque não dá para pausar a máquina.

No fim tudo deu certo e devoramos um pão delicioso, recheado com cubinhos de queijo derretido. O provolone que usei estava bem curado e por isso manteve bem a forma e ficou até meio durinho demais. Serei obrigada a tentar novamente com outros queijos. =)

Risotto ao perfume de coco com fios de gengibre

Risotto ao perfume de gengibre e coco

Aqueci uma boa colherada de óleo de coco na minha frigideira de fazer risotto - de inox, bem grande. Joguei lá uma porção de fiozinhos de gengibre, que fiz com um raladorzinho comprado na Liberdade (custou menos de R$10 e é parecido com aqueles descascadores de legumes, mas faz fios). Deixei-os dourar. Roubei um e comi.

Juntei uma xícara de arroz arbóreo, fritei. Despejei vinho branco (a olho, claro), deixei evaporar. Fui juntando conchas de caldo de frango caseiro, que aquecia na panela ao lado. Acertei o sal. A cada vez que o arroz quase-secava, juntava outra concha. Segui assim até que estivesse cozido.

Não finalizei com manteiga nem queijo ralado. Já estava delicioso e qualquer coisa a mais poderia estragar.

Batatinhas coradas

Assando tudo

Depois de um (nem tão) longo e tenebroso inverno, encontrei batatinhas orgânicas para comprar. Não tive dúvidas e trouxe pra casa. Fiquei olhando alguns dias para elas, e sexta resolvi que seria o momento de comê-las. Assadas, claro. Porque continuo obsessiva.

Parte assei no almoço, só com azeite e sal. E o resto assei no jantar, de um jeito bem saboroso. Num potinho, coloquei duas colheres de óleo de coco e misturei com uma colher de açafrão-da-terra (cúrcuma) e um pouco de sal. Como nesta época fria o óleo de coco se solidifica, segurei o potinho sobre a panela em que estava fazendo um risotto. Logo o calor derreteu o óleo e ele se misturou aos temperos.

Numa assadeira forrada com papel-manteiga, coloquei as batatinhas cortadas no meio e joguei o óleo temperado. Mexi bem com uma colher para elas ficarem totalmente cobertas pela mistura. Mandei pro forno pré-aquecido e tirei quando estavam coradas. Delícia.

Assando tudo até a última folha

Estou cada vez mais obsessiva por assar legumes e verduras. Deu bobeira na geladeira ou na cesta, eu mando pro forno. Sexta foi dia de assar ervilha-torta, brócolis, cenoura e batata.

Agora abandonei o alumínio e só uso papel-manteiga. Não sinto diferença no sabor e sei que é menos agressivo ao ambiente. Tempero continua só sal e azeite (dessa vez moí pimenta-do-reino, mas recomendo colocá-la só depois de assar).

Assando tudo

Assando tudo

Assando tudo

Ministério da Saúde adverte...

Eu me choco diariamente com o que vejo na televisão, você não? Já viu o anúncio em que um refrigerante ultra-açucarado corre pelas veias de um casal apaixonado? E aquele em que se afirma que leite de soja (ui!) transgênica (eca!) cheio de açúcar e corante (bleargh...) é a maior diversão para as crianças?

Num país em que 30% das crianças sofrem com sobrepeso e obesidade, cada vez menos se consome arroz e feijão e cada vez mais a base da alimentação é formada por industrializados - macarrão, pão, biscoito, refrigerante, iogurte (que nem pode receber esse nome, virou "bebida láctea"), notícias como a que eu recebi na semana passada são um alívio sem tamanho.

A novidade é que a Anvisa anunciou novas regras para a propaganda de produtos com altos níveis de açúcar, sal e gorduras. De acordo com a matéria do Estadão (grifos meus):

(...) a propaganda desses alimentos deverá conter frases informativas, a exemplo do que ocorre com medicamentos - e nos mesmos moldes de tamanho e cor. Por exemplo, um comercial de bolacha de chocolate deverá trazer, por escrito e lido pelo narrador, uma frase alertando que se trata de um produto com altos índices de açúcar (substância que, se ingerida em excesso, pode provocar diabete, aumento do colesterol e obesidade). Além disso, a propaganda dirigida a crianças só poderá ser veiculada entre as 21 e 6 horas. Animações e uso de personagens de desenhos infantis nos comerciais ficam proibidos. Também não poderão ser feitas ações de marketing em escolas e materiais escolares.

As regras serão válidas para propagandas em revistas, jornais, televisão, rádio e internet. "A regulamentação trará regras para as propagandas que influenciam no consumo de determinados produtos entre a população, até mesmo infantil", diz a gerente-geral de Fiscalização de Propaganda da Anvisa, Maria José Delgado. Segundo ela, a decisão está baseada no aumento da incidência de doenças crônicas no País, como diabete, hipertensão, síndrome metabólica e problemas cardíacos.

Não coloco o texto inteiro porque não concordo com a postura do Estadão, que faz de tudo para desconstruir essa sábia decisão. Nenhuma novidade, já que para eles essa é uma notícia trágica: significa menos dinheiro entrando.

Acho nojento o jeito com que os grandes veículos tratam o tema, defendendo os parceiros anunciantes, que por sua vez se agarram à autorregulamentação do setor. Os representantes da indústria dizem que já "assumiram um compromisso" prometendo mudanças na publicidade para crianças de até 12 anos, a partir de janeiro do ano que vem. Se já estão dispostos a mudar, por que temem as normas da Anvisa? Porque, se você olhar bem, as regras do compromisso são muito mais leves. Preveem, por exemplo, que o fim dos anúncios será restrito às mídias e aos programas que tenham ao menos metade da audiência formada por crianças. Quem vai medir isso? E como? Até o Estadão duvida, ainda que de forma bem suave, e afirma que é "algo não tão simples de medir". Como se não bastasse, essas regras têm uma exceção: produtos cujo perfil nutricional atenda a critérios específicos baseados em evidências científicas. Rá! Com isso eles conseguem tudo! É só bancar uma pesquisa que ateste que um nutriente qualquer da soja faz bem e pronto: suco de soja transgênica cheio de corante e conservante pode ser anunciado sem restrições.

Eu sofro. Sofro ao ver crianças se entupindo de açúcar, tendo ataques de birra e ficando cada vez mais doentes. Sofro ao ver pais, especialmente os que têm menos dinheiro, e que na ânsia de "dar para o filho o que nunca puderam ter", deixam de comprar comida de verdade para comprar produtos alimentícios (mais sobre essa diferença aqui) cheios de veneno.

Às vezes me questiono por pagar um pouco mais caro em alguns alimentos, como os produtos orgânicos ou azeites, por exemplo. Mas quando converso com a minha faxineira tenho a impressão de que ela, que não compra nada disso, gasta mais do que eu no supermercado. Refrigerantes, biscoitos e "bebidas lácteas" fazem parte da alimentação diária da sua família. Outro exemplo? Alguns meses atrás, quando ela veio me contar que estava grávida, soltou logo: "É, agora tenho que trabalhar mais, a lata de Nan tá cara!". Ela nem teve o filho, muito menos sabe se vai ter alguma dificuldade para amamentar, como é que já está implícito que vai ter que comprar Nan?! Sofro.

Frittata de batata com escarola

Fritatta de batata com escarola

Almoço de segunda foi resolvido em pouco tempo (que novidade!). Tinha deixado feijão azuki de molho na noite anterior. Troquei a água, cozinhei com um fio de azeite, depois temperei e deixei apurar. Enquanto isso um arroz simples cozinhava numa panelinha pequena. E numa frigideira grande de inox, inventei uma fritatta. Aqueci azeite e manteiga, refoguei alho. Arrumei fatias bem finas de uma batata orgânica bem grande. Fatias feitas com ralador ou mandoline, tá? Bem finas mesmo. Salguei e deixei fritar. Por cima, espalhei folhas de escarola, que tinham sido muito bem lavadas, deixadas de molho, escorridas e grosseiramente picadas. Deixei dar aquela murchada e por cima joguei 4 ovos batidos temperados com sal e pimenta-do-reino moída na hora. Tampei a panela e deixei cozinhar. Ah, sim, usei uma chapa embaixo da panela para evitar queimar as batatas.

Para falar a verdade, se eu fosse de seguir regras aqui neste fogão, deveria ter refogado a escarola à parte. Assim como deveria ter cozinhado a batata antes. Se você procurar receitas de frittatas por aí, vai ver que todas pedem mais de um passo - ou cozinhar a batata, ou fritar e retirar da panela para depois voltar, ou sei lá mais o quê. Mas quando eu leio receitas muito complicadas à minha cabeça só vem a voz da professora do Charlie Brown (bla blablabla blabla). Eu pulo e faço do meu jeito. Às vezes me arrependo. Mas dessa vez - e em todas as vezes que fiz frittata - ficou muito bom.

Fritatta de batata com escarola

Fritatta de batata com escarola

Fritatta de batata com escarola

Orechiette com linguiça e ricota

Orechiette com linguiça e ricota

Num domingo preguiçoso e friorento, fizemos essa massa rápida e saborosa. A ideia veio do André, que se prontificou a cuidar das linguiça enquanto eu cozinhava a massa. As linguiças eram de frango do Korin e estavam congeladas. Para meu desespero, ele simplesmente as colocou no grill, congeladas mesmo, e regou com azeite. E não é que deu certo?

Eu cozinhei a massa (usei oriechiette da marca Paganini, que tenho achado uma excelente relação custo-benefício), escorri. Aqueci azeite, temperinho orgânico do Sítio Jatobá (aquele que uso quando bate a preguiça de descascar alho/cebola), juntei as linguiças (que o André já me entregou fatiadas) e a ricota amassada. Finalizei com ervinhas. Delícia.

Recebendo amigas queridas

Recebendo as amigas-mães

Eu sou uma péssima amiga. Duro reconhecer isso, mas eu sou. Esqueço aniversário, esqueço de retornar ligação, esqueço de ir visitar filho que nasceu. Coisa muito feia. Mas eu tenho a sorte de ter amigas muito legais que me amam mesmo assim.

Foi para pedir desculpas por todos esses defeitos que resolvi oferecer um almoço a duas amigas queridas no último sábado. Porque eu considero que cozinhar para alguém é um dos maiores carinhos que se pode fazer. Fran e Aninha vieram acompanhadas dos maridos e dos filhos. As duas tiveram filhos há pouco tempo e quase juntas, 40 dias de diferença. Minha casa ficou toda alegre e colorida cheia de nenês. Nós passamos uma tarde deliciosa, comendo, conversando, relembrando e babando nas crias. Dez anos atrás, quando nos conhecemos e viramos amigas, até imaginávamos essa cena. Mas era num futuro tão distante...

Na cozinha, decidi apostar em coisas simples e já testadas pra não colocar tudo a perder. Fiz homus, azeitonas temperadas, legumes assados, risotto, pão de azeitonas, suco de limão-cravo e de manga. Não tem foto de tudo porque eu estava muito ocupada mordendo bochechas de nenês fofos, mas tem mais algumas no Flickr.

Recebendo as amigas-mães

Recebendo as amigas-mães

Homus

Deixei de molho meio pacote de grão de bico em água morna por 12 horas. Escorri e coloquei para cozinhar com um fio de azeite. Bati com a ajuda de um mixer, incorporando parte da água do cozimento. Juntei sal, azeite e uma colher de tahine. Também fica bom com limão e alho, mas decidi não colocar dessa vez. Deixei no freezer para gelar e servi com pão sírio.

Azeitonas temperadas

Numa panelinha, aqueci azeite e refoguei dois dentes de alho amassados. Despejei sobre azeitonas pretas carnudas (azapa), que tinha passado por água para tirar o excesso de sal. Finalizei com ervinhas.

Legumes assados

A mesma receita daqui: só cortar, arrumar numa assadeira forrada, temperar com sal e azeite e colocar no forno. Dessa vez usei cenoura, mandioquinha, brócolis e couve-flor. Fizeram o maior sucesso.

Risotto verde e amarelo

Aqueci óleo de coco e refoguei cebola/alho/gengibre. Juntei arroz arbóreo. Enquanto isso, aquecia caldo de frango caseiro na panela ao lado. Na panela do arroz (eu uso uma frigideira grande de inox para fazer risotto), adicionei vinho branco e deixei evaporar. Acrescentei açafrão-da-terra (aquele que colore e faz bem) e acertei o sal. Aos poucos, fui jogando conchas de caldo, até que o arroz estivesse cozido. Pouco antes desse ponto, juntei ervilhas (arrisquei e coloquei ainda congeladas; ficou tudo bem). No fim, desliguei e finalizei com uma colher de manteiga.

Pão de parmesão e azeitonas

Mais um repeteco das últimas receitas do fogão azul. Fiz exatamente assim.

Brownie

Brownie

Esta é uma mistura de várias receitas que encontrei por aí. Já fiz algumas vezes, sempre variando de acordo com os ingredientes que tenho em casa, e sempre deu certo. Até meu sobrinho de 7 anos já fez - com a nossa ajuda, claro - e ficou ótimo.

Na verdade é uma receita de "falso brownie", porque não leva chocolate em barra na massa (é opcional acrescentar quadradinhos dele). Perfeito para uma preguiçosa como eu, que desiste sempre que lê derreta o chocolate em banho-maria em algum lugar. Mas isso há de mudar, eu acredito que é só questão de tempo para incorporar na rotina e começar a achar fácil.

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 2 xícaras de açúcar - dessa vez usei 1 e ½ de açúcar cristal orgânico, ¼ de demerara orgânico e ¼ de mascavo, sem motivo nenhum, inventei na hora e deu certo
  • 150 gramas de manteiga
  • 1 pitada de sal
  • 10 colheres de sopa de chocolate em pó - da próxima vez usarei cacau em pó
  • 1 e ½ xícara de farinha de trigo
  • Opcionais: quadradinhos de chocolate meio amargo; pedaços de nozes/castanhas/avelãs

Modo de Preparo:

Bater os ovos com o açúcar até dobrar de volume. Juntar a manteiga em temperatura ambiente (às vezes eu dou uns golpes, como colocar no modo descongelar do microondas - que agora é micro-ondas - e sempre dá certo). Bater por cerca de 10 minutos. Adicionar a pitada de sal.

A partir de agora, você pode escolher se prefere continuar na batedeira ou se vai exercitar seu braço. Eu geralmente fico com a segunda opção. Assim posso sair pela casa com a tigela de bolo na mão, sentar no sofá, assistir TV, conversar com o André - e ainda por cima ficar com os braços mais fortes. Mas é questão de gosto. Decisão tomada, acrescentar o chocolate em pó, bater e juntar a farinha. Bater mais. Adicione (ou não) os opcionais.

Despejar numa assadeira untada e enfarinhada - eu costumo usar refratário, ou o quadrado ou o retangular. Forno médio por cerca de 30 minutos.

O brownie pode ser falso, mas a casquinha é bem verdadeira. Dá uma olhada:

Brownie