Aperitivo: bruschettas de tomatinhos

Para beliscar enquanto o gratin ficava pronto (e para aproveitar o forno que estava pré-aquecendo), fiz umas bruschettas.

Gratin de brócolis e Bruschettas

Fatias de pão italiano regadas com azeite (do porreta, não economize aqui) serviram de cama para tomatinhos-pera orgânicos cortados ao meio. Foram polvilhados por sal, pimenta-do-reino moída na hora, orégano e manjericão frescos.

Simplifica, Maria Rê

Eu já disse (não disse? então vou dizer) que acontecem muito na minha vida na cozinha as duas seguintes situações: os dias em que quero fazer tal receita mas não tenho um ingrediente fundamental e os dias em que tenho um ingrediente tal e não sei o que fazer com ele. Não é que eu não saiba, é que eu não sei qual das receitas vou usar. Perfeccionista, estou sempre querendo o prato perfeito, a receita ideal. E enquanto não acho, vou adiando e deixando o pobre ingrediente lá, à espera.

Dessa vez aconteceu com o maço de brócolis japonês orgânico que comprei semana passada. Queria fazer algo diferente, estrombólico, divino-maravilhoso. Esperei por uns dias a iluminação acontecer e nada. Acabei fazendo um gratin, prato simples e relativamente fácil. A receita veio lá do Sopa Vermelha.

Gratin de brócolis e Bruschettas

Lavei e separei os buquês do brócolis. Deixei de molho e tals. Depois coloquei para cozinhar no vapor, só o suficiente para eles ficarem macios e a cor mais realçada.

Enquanto isso, fiz um molho béchamel: derreti 2 colheres {sopa} de manteiga e juntei 2 colheres {sopa} de farinha de trigo. Mexi bem por 2 minutos. Adicionei 2 xícaras {250 ml cada} de leite integral. Temperei com sal, pimenta-do-reino moída na hora e noz-moscada ralada. Mexi bem por uns minutos (não contei, mas a Fabrícia falou 8), até engrossar. Reservei.

À parte, o gratin propriamente dito: misturei 100 g de farinha de trigo, sal e pimenta-do-reino a gosto e ervinhas secas. Juntei 75g de manteiga aos poucos e fui misturando com os dedos, apertando. Adicionei 50g de farinha de rosca e 2 colheres {sopa} de queijo parmesão ralado. Misturei bem e comecei a montagem:

Gratin de brócolis e Bruschettas Gratin de brócolis e Bruschettas Gratin de brócolis e Bruschettas Gratin de brócolis e Bruschettas

Untei uma forma quadrada com manteiga e despejei um pouco do molho béchamel no fundo. Arrumei os buquês de brócolis, cobri com o molho e por cima o gratin. Forno pré-aquecido no baixo por 25 minutos ou até dourar.

Gratin de brócolis e Bruschettas

Agora, posso falar? Enquanto fazia o gratin, fui comendo os brócolis puros recém-cozidos e tive que me controlar para não comer todos e acabar com a receita. E lembrei que os buquezinhos assim, levemente cozidos, sem sal, sem nada, são deliciosos. E eu adoro. Pra que complicar?

Mexe-mexe-mexe-mexe

Porque ir correr no parque com essa chuva fria é para os muitos fortes. E nadar, mesmo em piscina aquecida, não é uma tarefa atraente o suficiente para me tirar da cama mais cedo, nem do fogão na hora do almoço.

Então numa noite dessas eu resolvi me exercitar no aconchego do meu lar. Afastei os móveis da sala, coloquei uma bela playlist no meu iTunes e dancei enlouquecidamente por 40 minutos. Freak dance.

Se você está atento à sua alimentação, se opta por alimentos de boa qualidade, e principalmente se você se preocupa em nutrir o corpo e não apenas matar a fome, dificilmente vai engordar, mesmo que exagere um pouco na comilança de inverno. Mas se nessa época você também reduz drasticamente sua atividade física, é inevitável ganhar uns quilinhos.

Se esse é seu caso, e você não não está feliz, clap your hands, digo, faça como eu (e seja a alegria dos vizinhos). Uma boa seleção musical faz toda a diferença. Uma ou outra músicas ruins são permitidas. Além do básico, que é seguir o ritmo, você pode avançar para outro estágio: dance ritmos diferentes do que está ouvindo. Por exemplo, sambe um rock and roll ou dance sinuosamente Eye of the Tiger. Garanto que é divertido e um belo exercício para aprender a fugir do óbvio.

Algumas sugestões de trilha sonora:

  • Queen | Don't Stop me Now
  • Mutantes (do Jorge Ben) | Minha Menina
  • Ramones | Sheena is a Punk Rocker
  • Jorge Ben | Taj Mahal
  • Gal | Pegando Fogo
  • Aretha Franklin | Respect
  • Clara Nunes | Feira de Mangaio
  • Raul Seixas | Não Pare na Pista
  • Gil e Caetano | Atrás do Trio Elétrico
  • Aquelas boas do MJ que você ouviu incansavelmente nos últimos dias
  • Sambas, sempre
  • Beatles a gosto
  • Toda aquela seleção Disco Gay Anos 70 (I Will Survive, Macho Man, YMCA, It's Raining Men, etc), sempre incrível
  • Essa lista é infinita, por que raios eu comecei a fazer? Não consigo parar, e ainda nem saí das óbvias...socorro! =)

Não se esqueça de aproveitar bem o espaço que você tem: desloque-se, use o chão, tente novas direções. Tá, parei, que isso aqui não é uma aula de dança. Só deixe um copo de água por perto e seja feliz.

Simples

Extremamente simples. Extremamente saboroso. Do jeito que eu gosto.

Arroz, feijão, purê de raízes

Porque às vezes é só disso que você precisa. Um bom prato de arroz (escolhi o cateto integral, que deixei de molho por uma noite), feijão (também deixado de molho) bem temperadinho e um purê de raízes (no meu caso, cenoura, mandioquinha e cará) macio, nutritivo, reconfortante.

Suspiros.

Pizza dos namorados

Eu já tinha deixado todo mundo com água na boca por muito tempo falando da pizza que aprendera a fazer em casa e que ficava divina, então resolvi que dessa vez mataria as bichas da família (em avozês isso quer dizer matar a vontade).

Pizza em Itu

Foto ruim da pizza boa

Rumei para Itu, onde moram meus pais, levando comigo o namorado (afinal, 12 de junho, tals...) e a máquina de pão. Estávamos em 6 pessoas (mais uma nenê de 1 ano e meio que é uma verdadeira draguinha), por isso resolvi fazer duas receitas. Saí para comprar farinha e ingredientes para os recheios, voltei mais tarde do que deveria, porque encontrei meio mundo no supermercado. Da amiga que acabou de engravidar à professora de Biologia do colegial.

Voltei e já dei início aos trabalhos, colocando a máquina para funcionar. A receita havia pego aqui no Cinara's Place.

  • 1 xícara de água
  • 1 colher {chá} de sal
  • 2 colheres {sopa} de azeite
  • 1 colher {sopa} de açúcar
  • 1 colher {chá} de alho amassado - a Cinara sugere misturar aos líquidos, para não atrapalhar a fermentação. Eu dessa vez não usei, porque meu pai não pode comer alho
  • 2 colheres {chá} de queijo parmesão ralado
  • 1/2 colher {chá} de tempero italiano - usei uma mistura de orégano e manjericão secos
  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 2 colheres {chá} de fermento biológico seco

Coloque os ingredientes na máquina na ordem acima, ou na ordem sugerida pelo fabricante da sua, e ligue no ciclo Amassar. Na minha, esse processo leva 1h30. Ao fim desse tempo, abra a massa em 2 ou 3 discos (depende do tamanho da sua forma e do seu gosto por massa grossa ou fina). Vale muito a pena deixar uma sobrinha para fazer borda recheada com catupiry. Faça furos na massa com um garfo, pincele-a com azeite, e deixe descansar por 40 minutos. Asse os discos de massa de 5 a 10 minutos em forno pré-aquecido até dourar levemente. Tire do forno, adicione o recheio e leve de volta so forno por mais 8 minutos aproximadamente, ou até o queijo derreter.

Dessa vez eu fui de Margherita, Calabresa, Quatro Queijos e Rúcula com Mussarela de Búfala. Todas ficaram muito boas. Destaque para as que tiveram borda recheada de catupiry. E para a de Quatro Queijos, já que é tão difícil achar uma pizza boa dessa sabor por aí. E ficou provado que para isso basta usar bons ingredientes. Para o molho usamos tomate pelado. Os tomates-cerejas da margherita eram orgânicos e bem vermelhinhos. O manjericão, colhido na horta da minha mãe na hora de usar, muito perfumado. E os queijos eram de verdade, não massa de farinha com sabor.

Pizza em Itu

No fim, sobrou uma pizza inteira. Uma receita teria sido suficiente. Mas foi legal ter sobrado para o dia seguinte. Se você pretende fazer a receita dobrada (ou triplicada), programe-se direitinho e comece o processo bem antes. A chance de se enrolar e deixar o povo morrendo de fome é grande. Porque cada receita leva pelo menos 2h30 para ficar pronta. Para agilizar, rola amassar na máquina de pão mas deixar crescendo fora dela, assim você já vai preparando a segunda. É um processo longo, mas vale a pena. Ah, e dessa vez fizemos no forno convencional, estava muito frio para encarar o quiosque com forno a lenha. Na próxima eu viro pizzaiola de verdade!

Reciclando: risotto mineiro-italiano

E aí que ontem minha amiga Ju veio em casa para fazer uma quiche cuja receita ela tinha achado por aí. Essa amiga está numa fase light da vida, então procura por receitas que pegam leve nas calorias. Eu, que tenho lá os meus receios em relação a essa nóia por lights e diets, fiquei dando os meus pitacos durante o processo, tentando dar sustânça à parada. Coitada da Ju. Mas foi muito divertida nossa noite na cozinha, tomando vinho e botando o papo em dia. A quiche era de atum com alho poró e nenhuma foto ficou boa, então vai passar batido. Os recheios eram ótimos, mas a massa, coitada, uma farofa seca (claro, onde já se viu massa de quiche não levar manteiga?! =D).

Bem, o fato é que nessa conversa toda descobri que a Ju não sabia fazer risotto. E hoje, quando pensávamos no que fazer de almoço (porque a Ju dormiu aqui), me lembrei disso e arregacei as mangas para ensiná-la. Do que seria o dito? Abri a geladeira e vi o purê e a couve que sobraram de ontem. Na gaveta, um pedaço de gorgonzola. Não tive dúvidas: risotto mineiro com toque italiano.

Reciclando: risotto mineiro de abóbora com couve

Calmamente (mentira), fui ensinando os passos para a Ju, passando os ingredientes e deixando claro que a falta de alguns deles não deveria a fazer desistir, mas que sem dúvida fariam uma bela diferença. Por exemplo, o caldo feito em casa. Pode ser água quente? Pode, mas não vai ficar tão bom. (Pode ser caldo de cubinho artificial? NÃO, porque vai ficar ruim!!). Eu, quando não tenho caldo faço um express: levo água para ferver com o que tiver na geladeira: uma cenoura, um alho poró...se não tiver vai só alho e cebola mesmo.

Hoje foi um desses dias de caldo express, água fervendo com cenoura, cebola, alho e ervinhas mil. Refoguei alho em azeite, juntei o arroz arbóreo. Adicionei vinho branco, deixei evaporar. Juntei o purê de abóbora. Aos poucos, fui colocando o caldo. Acertei o sal, somei pimenta e ervinhas. Quando o arroz estava cozido, desliguei e adicionei o queijo gorgonzola (previamente amassado) mais uma colherada de manteiga. À parte, esquentei a couve numa panelinha. Na hora de servir, cada um colocava um punhado dela sobre o risotto.

Reciclando: risotto mineiro de abóbora com couve

O resultado? Um dos Top Five risottos que já preparei. Sério mesmo. Se eu não fosse tão indecisa, diria que é o melhor. Tudo bem, vai, disputa com o de moqueca o título de campeão.

PF mineiro

PF mineiro: arroz, couve, purê de abóbora e farofa de linguiça

Quarta-feira, véspera de feriado, um maço imenso de couve orgânica na geladeira, o que fazer? Fui de PF mineiro: arroz (daquelas misturinhas com vários grãos), purê de abóbora, couve e farofa de linguiça.

PF mineiro: arroz, couve, purê de abóbora e farofa de linguiça

Nenhum segredo aqui. Os grãos eu refoguei em alho e cozinhei com três xícaras de água. A couve (deixada de molho e bem lavada) cortei em tirinhas e refoguei em azeite, alho e fatias de bacon. O purê foi moleza: eu tinha cubos de abóbora japonesa já cortados e descascados na geladeira. Pois foi só colocá-los na panela, cobrir com água, pitada de sal e cozinhar. Quando molinhos, amassei na própria panela com um amassador de batatas. E a farofa fiz com refogando linguiças de frango orgânico e alho em azeite, e depois adiconando farinha de mandioca. Sal, ervinhas, pimenta e o segredinho gostoso e saudável: uma colherzinha de cúrcuma (açafrão-da-terra). Uma belezura de prato.

No inverno vai tudo pro forno

Assados: frango e mandioquinhaFoto à noite é soda

Com esse frio que anda fazendo, só me resta deixar o forno ligado o máximo que eu puder. Hoje assei sobrecoxas de frango (orgânico), que foram previamente marinadas em vinho branco, pimenta, páprica picante, cúrcuma (açafrão-da-terra), ervinhas.

Assados: frango e mandioquinha

Na assadeira ao lado, embaladas individualmente em papel alumínio, mandioquinhas. Cada uma cortada ao meio, recheada com uma bela colher de manteiga e polvilhada de sal. Olha, isso fica uma coisa incrível. Tipo um purê, sem o trabalho de cozinhar, amassar, voltar pra panela, juntar manteiga... E com um toque a mais, porque forma uma casquinha no fundo, um purê pururucadinho...hummmm.

Assados: frango e mandioquinha

A sobremesa foi feita nessa mesma assadeira. Batatas-doces, também embaladas individualmente em papel alumínio, cortadas ao meio, recheadas com manteiga, só que polvilhadas com açúcar orgânico. Já sacou o que virou essa mistura né? Caramelo. Só digo isso: caramelo. E meu único trabalho foi descascar e colocar no forno. Deu tempo de tirar foto não, sorry.

Potinhos de siri

Potinhos de siri

Eu tinha um pacote de carne de siri congelada que queria usar. Dei uma zapeada no meu Google Reader (meu incrível livro de receitas) e vi uma moqueca da Fer. Logo depois, ela twittou sobre esse post, que havia sido descaradamente copiado por um doido desse mundo de meu Deus.

Já estava claro pra mim que essa seria minha inspiração. Só que eu queria casquinha de siri, então fiz uma adaptação e o resultado foi ótimo.

Potinhos de siri

Dourei uma cebola ralada e um tomate picado numa mistura de azeite com azeite de dendê.

Potinhos de siri

Juntei a carne de siri (que eu havia descongelado, escorrido e temperado com limão, sal e pimenta-do-reino moída na hora). Acertei o sal, coloquei mais um pouco de dendê, uma colherzinha de cúrcuma.

Potinhos de siri

Juntei o leite de coco (usei uma garrafinha) e um pouco de coentro (usei seco e pouco porque André detesta).

Potinhos de siri

Quando ficou bem cremosinho, desliguei e distribuí em potinhos (sim, porque eu não tinha casquinhas de verdade).

Potinhos de siri

Cobri com farinha de rosca.

Potinhos de siri

E queijo parmesão ralado.

Potinhos de siri

Levei ao forno para gratinar. Saíram borbulhando, uma delícia.