Lasagna de berinjela

Lasagna de berinjela

Passei anos achando que não era capaz de cortar uma berinjela em fatias longitudinais. Resolvi insistir uma vez mais e deu certo! Nada com ter um jogo de facas boas na gaveta. E olha que as minhas não são de marca famosa não. São de marca própria do Carrefour e custaram R$34 o conjunto com 5 facas e afiador. Cada faca é uma peça única de inox. Isso faz com que sejam duráveis, higiênicas e lindas!

Coloquei as fatias de berinjela no George Foreman para dar uma grelhada. Essa é a parte mais chata, especialmente porque o meu é pequeno então tenho que fazer várias "viagens". Enquanto elas grelhavam fiz o molho de tomate: cebola/alho no azeite, um vidro de passata de tomate, sal, ervinhas frescas e secas, pimenta moída na hora; deixei apurar.

Reguei o fundo de um refratário com um pouco do molho e distribuí as fatias de berinjela. Moí um pouco de sal e pimenta. Por cima, mais molho de tomate e fatias de queijo. Repeti várias camadas e finalizei com queijo parmesão. Forno para gratinar. Servi com arroz branco.

Torta doce de ricota

Uma ricota inteira na geladeira, prestes a vencer. Nenhuma ideia do que fazer com ela.

Revirei meu Google Reader - meu livro de culinária particular, cada vez mais recheado - e encontrei essa torta da Fer (ela chama de pudim). Resolvi testar.

Torta de ricota

Não me arrependi. Super fácil de fazer e muito saborosa. Segue a receita da Fer já com as minhas mudanças e pitacos. A original você pode ler aqui.

Pré-aqueça o forno (Fogão Azul não tem marcação, a Fer fala em 190ºC). Unte uma forma refratária (usei a quadrada) com manteiga. Espalhe sobre a forma untada uma colher de sopa de farinha de rosca.

Bata bem no liquidificador:

  • 1 ⅔ xícara {ou 425gr} de ricota feita com leite integral - eu uso a Aviação ou Fazenda. Se tiver orgânica, melhor
  • 2 ovos grandes
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • ¼ colher {chá} de canela
  • ¹⁄₈ colher {chá} de sal

Coloque essa massa de ricota na forma untada com a manteiga e farinha de rosca. Leve ao forno e asse por 25 minutos, ou até a massa ficar firme e levemente dourada. Remova do forno e deixe esfriar.

A Fer sugere uma calda de uvas assadas. Eu fiz a minha de ameixas, precisava usar um resto delas que estava na geladeira. Cozinhei com um pouco de água e servi sobre a torta. Devo dizer que apesar de saborosa, a calda é totalmente dispensável.

Risotto de moqueca: Itália e Bahia dançando no seu prato

Na geladeira, sobras da moqueca de ontem (não postada nem fotografada, fica pra próxima - eu faço sempre) numa quantidade complicada: muito para jogar fora (desperdício aqui não!), mas pouco para duas pessoas. Algo teria que ser feito com ela.

Risotto de moqueca

Não sei como me ocorreu a ideia de fazer um risotto, mas agradecerei eternamente por esse momento. Que combinação maravilhosa. E que diferença algumas gotas de dendê e leite de coco fazem numa sexta-feira cinzenta.

Refoguei cebola em uma mistura de azeite normal e de dendê, juntei o arroz arbóreo. Adicionei vinho branco, deixei evaporar. Fui colocando o caldo de legumes (fervendo) aos poucos. No meio do cozimento, juntei a moqueca - desmanchei previamente as postas de peixe - e misturei bem. Despejei mais caldo, acertei o sal, pimenta, ervinhas, um pouquinho mais de azeite de dendê. Podia ter colocado mais leite de coco nessa hora. Arroz cozido, desliguei. No meu prato salpiquei folhinhas de coentro seco. No do André não, porque ele ainda não passou por essa evolução.

Risotto de moqueca

Olha, esse prato ficou tão incrível, mas tão incrível, que nem sei. Um dos melhores risottos que já fiz. Queria dizer o melhor, mas tenho medo de ser injusta com algum outro que posso estar esquecendo agora. De qualquer maneira, farei de novo, muitas vezes, e recomendo que todo mundo faça. Viva o risotto de moqueca! Viva a Itália e a Bahia!